O nobre veneziano chamado Giovanni Mocenigo encontrou Bruno em Frankfurt em 1590 e convidou-o para vir a Veneza, sob o pretexto de ensinar a mnemotécnica, a arte de desenvolver a memória, em que Bruno era perito. Como Mocenigo quisesse usar as artes da memória com fins comerciais, segundo alguns, ou para prejudicar seus concorrentes e inimigos conforme outros, Bruno negou-se a lhe ensinar. Por isso Mocenigo trancou-o num quarto e chamou os agentes da Inquisição para levarem-no preso, acusando de heresia. Bruno foi preso no San Castello no dia 26 de maio de 1592.Por estas opiniões quentes e perigosas para a época que Giordano Bruno foi condenado pela Inquisição, tendo passado seus últimos oito anos sofrendo torturas e maus tratos de todos os tipos.[carece de fontes?] No último interrogatório não se submete, mostra força e coragem. Por não abjurar, é condenado à morte na fogueira, mas antes de morrer queimado no Campo de Fiori, ele afronta ainda mais uma vez seus inquisidores. É dito que cuspiu no crucifixo dos os que o mataram. Porém alguns consideram que não o tenha feito e este relato seja para tentar depreciar mais sua imagem. Morreu na fogueira com tábua e pregos na língua, para parar de "blasfemar".
Ao ser anunciada a sentença de que seria executado piamente, sem profusão de sangue (que em verdade significava a morte pela fogueira) disse: "Teme mais a Força em pronunciar a sentença do que eu em escutá-la"
Apesar das freqüentes comparações entre Giordano Bruno e Galileu Galilei, a condenação de Bruno, em 1600, nada teve a ver com seu suporte à cosmologia de Copérnico. Na época não havia uma posição Católica oficial acerca do Heliocentrismo e defendê-lo certamente não era considerado uma heresia, tal como nunca foi. Por outro lado, Bruno pode ter contribuído para iniciar a controvérsia da Igreja Católica com Galileu, embora Galileu não tenha sido condenado pelo Heliocentrismo mas por afirmações heréticas durante o processo, ao qual, por isso fora juntado outro processo paralelo. Historiadores como John Gribbin defendem que, por ter misturado o Heliocentrismo com sua mitologia considerada herética, Bruno foi em parte responsável por fazer a Igreja passar a ver as ideias heliocêntricas com desconfiança, por outro lado nunca foram as ideias Heliocêntricas que estiveram na base de qualquer problema doutrinal mas sim outras ideias associadas, como foi o caso de Bruno.
Bruno também escreveu um livro polêmico, "A ceia das Cinzas", que foi queimado pela Igreja Católica.
Na foto: Monumento erguido em 1889 por círculos maçônicos italianos, no local onde Giordano Bruno foi executado. Campo de Fiori, Roma, Itália
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