Quis o destino: ontem, dia em que completaria dois anos à frente do templo da Assembleia de Deus/ Distrito Estélio Maroja, bairro do Barreiro, o pastor Antônio Carlos Mota fosse velado na obra que ajudou a construir. Destino, que lhe reservou ser assassinado, na tarde da última terça-feira por pessoas de uma realidade à qual ela já havia pertencido.Segundo Adão Pimentel Veras, pastor que auxiliava Antônio Carlos na direção do Templo, ele nasceu no município de Bacabal, interior do estado do Maranhão. Ainda jovem, peregrinou por cidades do sul do Pará até tornar-se líder de uma gangue e atingir a condição de traficante, no município de Marabá.De acordo com o pastor Adão, por 10 anos Antônio Carlos praticou assaltos e atuou no tráfico de drogas. Depois, foi preso pela Polícia Federal e condenado a cumprir 30 anos de reclusão. Mais tarde, foi encaminhado para o extinto presídio São José, onde passou 2 anos até ser transferido para a Colônia Agrícola Heleno Fragoso, no distrito de Americano.Por lá, Antônio passou mais 4 anos e 8 meses, pois foi contemplado com um alvará de soltura em virtude do bom comportamento, em meados de 1987. Segundo o pastor Adão, o rumo da vida de Antônio mudou quando duas anciãs evangélicas visitaram a Colônia Agrícola e pregaram a palavra de Deus diante dele.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
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